Acabou o tempo de experimentar. O amistoso contra o Egito, neste sábado às 20h (horário de Brasília), no Huntington Bank Field, em Cleveland, é a última vez que Carlo Ancelotti vai poder montar o Brasil sem o peso de um jogo de Copa nas costas. Depois dele, é mata-mata da vida real — a estreia contra o Marrocos vem em 13 de junho.
E o teste final chega com um desfalque de peso. Neymar não joga: o atacante do Santos teve diagnosticada, em 27 de maio, uma lesão de grau 2 na panturrilha direita. A ausência tira de Ancelotti exatamente a peça que mais dúvida gerava na montagem do time — e antecipa a pergunta que vai rondar toda a Copa: este Brasil depende de Neymar ou já aprendeu a jogar sem ele?
Ficha do jogo
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Partida | Brasil x Egito (amistoso) |
| Data e hora | Sábado, 6 de junho, 20h (Brasília) |
| Local | Huntington Bank Field, Cleveland (EUA) |
| Transmissão | Grupo Globo (TV Globo, SporTV, Globoplay) |
| Próximo jogo | Estreia na Copa, 13/jun, contra o Marrocos |
Quem chegou e quem decide
A semana foi de reforços vindos da Europa. Marquinhos, Gabriel Magalhães e Gabriel Martinelli se juntaram ao grupo depois da final da Champions League, e só agora Ancelotti tem o elenco quase inteiro à disposição. É pouco tempo para entrosar, mas é o que há — e por isso cada minuto contra o Egito vale ouro.
Sem Neymar, o jogo ganha um subtexto: é a chance de nomes como Martinelli, Endrick e Vini Jr. mostrarem que o ataque tem solução de sobra. Ancelotti deve aproveitar para definir quem começa contra o Marrocos e em que esquema. O amistoso não vale ponto, mas vale posição na hierarquia do time titular.
Sem Neymar, lesionado, o Brasil faz seu último ensaio com elenco quase completo. É a única janela de Ancelotti para testar entrosamento antes que os jogos comecem a eliminar.
O adversário e o contexto da Copa
O Egito não é freguês: campeão africano em outras eras e com jogadores de bom nível no futebol europeu, serve como teste sério de ritmo. Mas o foco brasileiro está mesmo no que vem depois. Na Copa, o Brasil caiu no Grupo C, com Marrocos, Haiti e Escócia — uma chave em que é favorito, mas onde tropeço na estreia muda todo o humor.
Vale lembrar quem é o Marrocos da estreia: semifinalista da última Copa, não é adversário para subestimar. Por isso o amistoso deste sábado tem importância acima do normal — é a régua para medir se a Seleção de Ancelotti está pronta. Quem acompanhou a convocação e o calendário da Copa sabe que a margem para ajustes acabou.
O que esperar a seguir
Mais do que o placar contra o Egito, o que importa é a fotografia que Ancelotti vai tirar do time: quem rende, quem entrosa, quem assume o lugar de Neymar. A partir de sábado, é contar os dias para 13 de junho.
O recado do amistoso será lido nas entrelinhas — não no resultado, mas na cara do time. Se o Brasil mostrar identidade mesmo sem seu principal nome, a Copa começa com mais confiança. Se gaguejar, a semana até a estreia vira de tensão. Acompanhe mais notícias do Mundo → no KronGazeta.
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